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segunda-feira, setembro 21, 2009

“EUA tem o maior orçamento militar do mundo e usa para tomar riquezas dos demais”

Pesquisadora Eva Golinger denuncia:

Os presidentes dos países que integram a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), reunidos em Kinshasa no dia 11, reivindicaram o imediato fim das sanções contra o Zimbábue.

O anfitrião do encontro, presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, denunciou que as sanções sabotam o desenvolvimento e o bem-estar do povo do Zimbábue.

O comunicado final do encontro afirma que “considerando os progressos gerados pela aplicação de um acordo político global, chamamos a comunidade internacional a levantar toda forma de sanção contra o Zimbábue”.

REFORMA AGRÁRIA

Para manter as sanções econômicas, que incluem a negação de fundos por instituições financeiras, os EUA seguem denunciando ataques à democracia.

O boicote contra a ex-colônia britânica, de 11 milhões de habitantes e com 73% de sua população em zonas rurais, fez-se mais forte desde o ano 2000, quando o presidente Robert Mugabe acelerou a reforma agrária.

Na reunião participaram os chefes de Estado Jacob Zuma, da África do Sul; Armando Guebuza, de Moçambique; Robert Mugabe, do Zimbábue, e Lucas Pohamba, da Namíbia, além de delegações dos demais integrantes da Comunidade, que são Angola, Botsuana, Lesoto, Mada-gascar, Malawi, Suazilândia, Tanzânia e Zâmbia.

Uma delegação da União Européia visitou o Zimbábue durante esta semana e foi recebida por Robert Mugabe, integrantes de seu partido Zanu-PF; pelo primeiro-ministro Morgan Tsvangirai e seu partido MDC-T.

O jornal do Zimbá-bue, The Herald, denunciou que Tsvangirai “pretende que a União Européia mantenha as sanções contra o Zimbábue” apesar do acordo firmado pelos dois partidos e apoiado pela União Africana e pela SADC denominado Global Political Agreement (GPA - Acordo Político Global), pelo qual Tsvangirai assumiu o posto de primeiro-ministro. Ele participou de um comício em Bulawyo, mesma cidade e no mesmo dia em que membros da delegação se encontraram com ele para dizer que No comício ele declarou que “o partido Zanu-PF continua a violar a lei, perseguir parlamentares nossos e a ignorar tratados internacionais”.

Integrantes do partido Zanu-PF também denunciaram que nos encontros com os europeus somente eles argumentavam contra as sanções enquanto que os do MDC-T “ficavam estra-nhamente em silêncio”.

O The Herald denuncia que Tsvangirai quer forçar o governo a lhe ceder mais postos do que o acordado. O ministro do Desenvolvimento da Suécia, Gumilla Carlson, defendeu Tsvan-girai dizendo que “as medidas restritivas são decididas pela União Européia” e que “não cabe ao primeiro-ministro [Tsvangirai] retirá-las”.

MUGABE

O presidente Mugabe esclareceu aos europeus que o Zanu-PF fez a sua parte e o governo procedeu à posse de Tsvangirai e demais ministros por ele indicados. Mugabe declarou que deputados do MDC-T foram presos sob acusação de sequestro e estupro “ofensas muito graves em qualquer país do mundo”.

“Ou os senhores pretendem que os deputados no Zimbábue estejam acima da lei?”, questionou o presidente. Mugabe esclareceu que o ministro do Interior, encarregado da polícia, foi indicação acordada pelo Zanu-PF e MDC-T. “Eu duvido que ele mandaria prender de forma arbitrária membros de seu próprio partido”, disse Mugabe.

O presidente Mu-gabe pediu aos europeus que prestassem atenção aos pontos de vista africanos sobre a questão do Zimbábue como referentes a um país soberano e independente. “A Europa deve se reportar a nós como um país africano e não como se fôssemos membros de sua comunidade. Nós não somos parte da Europa”.

sábado, março 14, 2009

MAssacre em GAZA _Carta Maior

Réquiem por Israel?
Uma leitura atenta dos textos dos sionistas fundadores do Estado de Israel revela tudo aquilo que o Ocidente hipocritamente ainda hoje finge desconhecer: a criação de Israel é um ato de ocupação e como tal terá de enfrentar para sempre a resistência dos ocupados; não haverá nunca paz, qualquer apaziguamento será sempre aparente, uma armadilha a ser desarmada. O artigo é de Boaventura Sousa Santos.
> LEIA MAIS | Internacional | 12/01/2009

A água (que ninguém vê) na guerra
Na guerra do momento - Israel em Gaza -, por que a mídia não fala sobre a água - um dos itens mais importantes dos conflitos no Oriente Médio? Embora Israel tenha sérios problemas com recursos hídricos, detém o controle dos suprimentos de água, tanto seus como da Palestina. Além de restringir o uso d'água, luta pela expansão do seu território para obter mais acesso e controle deste recurso natural.
> LEIA MAIS | Internacional | 11/01/2009

Gaza: mais um capítulo no holocausto palestino
Após 13 dias de massacre, 763 palestinos já morreram e mais de 3200 foram feridos. Um terço das vítimas são crianças. O lado israelense, no mesmo período, perdeu 10 vidas, 8 dos quais são soldados. Estamos falando de dois povos, um invadido e ocupado militarmente pelo outro. Um tem o 4º exército mais forte do planeta. O outro nem exército tem. A análise é de Mohamed Habib, professor e Pró-reitor de Extensão da Unicamp e vice-presidente do Instituto da Cultura Árabe.
> LEIA MAIS | Internacional | 11/01/2009

Em nome dos palestinos
É hora de pôr em marcha um movimento internacional, global, de resistência não violenta à política violenta e extremista do Estado de Israel. É preciso mobilizar a opinião pública, difundindo uma informação rigorosa e permanente sobre a situação da população palestina, multiplicando os artigos, as conferências e as manifestações de apoio ao povo palestino. O artigo é de Tariq Ramadan.
> LEIA MAIS | Internacional | 09/01/2009

Atos de protesto e manifestações de solidariedade multiplicam-se em várias cidades brasileiras. Na quinta-feira, no Rio de Janeiro, manifestantes jogaram sapatos nas paredes do Consulado dos Estados Unidos. No domingo, será realizada uma Marcha contra o Massacre de Israel, em São Paulo. Editores de revistas da América Latina e da Europa divulgam manifesto de solidariedade ao povo palestino e de repúdio à política de Israel.
> LEIA MAIS | Internacional | 09/01/2009

ANÁLISE DA NOTÍCIA
A semântica da guerra
A ofensiva de Israel em Gaza já trouxe uma peculiaridade para a linguagem jornalística que mostra algo sobe sua natureza. E essa marca jaz nos adjetivos. Duas das expressões mais utilizadas nos jornais são "carnage" (abate de animais para alimentação) e "onslaught", sinônimo de "furious attack" (ataque furioso). De novo, o termo vem da matança de animais (“slaughter”) e, no contexto bélico, se aplica a uma situação em que um dos contendores mata indiscriminadamente pessoas do outro lado.
> LEIA MAIS | Internacional | 09/01/2009

GIDEON LEVY
Os que apóiam essa guerra apóiam o horror
Quem justifica essa guerra justifica todos os crimes. Quem prega mais guerra e crê que haja justiça em assassinatos em massa perde o direito de falar de moralidade e humanidade. Esse tipo de atitude é perfeita representação das duas caras de Israel, sempre alertas, ao mesmo tempo: praticar qualquer crime, mas, ao mesmo tempo, auto-absolver-se, sentir-se imaculado aos próprios olhos. O artigo é do jornalista israelense Gideon Levy.
> LEIA MAIS | Internacional | 09/01/2009

Israel viola Convenção de Genebra, diz relator
da ONU

"Os ataques israelenses ferem a Convenção de Genebra primeiramente porque punem coletivamente os palestinos residentes em Gaza, não fazendo distinção entre alvos civis e combatentes", disse nesta quarta-feira, em São Paulo, Richard Falk, relator especial das Nações Unidas para a situação dos direitos humanos nos territórios ocupados por Israel desde 1967. Segundo Falk, o bloqueio econômico mantido por Israel há 18 meses também está em desacordo com o direito internacional.
> LEIA MAIS | Internacional | 07/01/2009

Jornalista inglês denuncia mentiras de Israel
Em artigo publicado no "The Independent", Robert Fisk acusa governo israelense de contar mentiras para tentar justificar as atrocidades cometidas em Gaza. “O que surpreende é que tantos líderes ocidentais, tantos presidentes e primeiros-ministros e, temo, tantos editores e jornalistas tenham acreditado na mesma velha mentira: que os israelenses algum dia tenham se preocupado em poupar civis", escreve.
> LEIA MAIS | Internacional | 07/01/2009

Estudantes israelenses presos por rejeitar alistamento pedem ajuda
No dia 18 de dezembro de 2008 foi iniciada uma campanha mundial em apoio aos estudantes israelenses presos por rejeitarem o alistamento no exército, por objeção de consciência. Os Shministim defendem um futuro de paz entre israelenses e palestinos e criticam a ação de seu país nos territórios ocupados. Eles esperam receber centenas de milhares de mensagens de apoio que serão entregues ao ministro da Defesa de Israel.
> LEIA MAIS | Internacional | 07/01/2009

"Quantos mortos ainda para vocês se sentirem cidadãos de Gaza?"
Quem é mais anti-semita, aqueles que viciaram Israel ano após ano durante sessenta anos, até desfigurá-lo ao ponto de fazê-lo o país mais perigoso do mundo para os judeus ou aqueles que os advertem de que o Muro marca um gueto de dois lados? É anti-semita reler Hannah Arendt hoje, em que nós, os palestinos, somos a escória da terra, é anti-semita voltar a iluminar essas páginas sobre o poder e a violência? O artigo é de Mustapha Barghouthi, secretário-geral da Iniciativa Nacional Palestina.
> LEIA MAIS | Internacional | 06/01/2009

Imagens de Gaza à espera de Obama
Israel e seus aliados nos EUA parecem certos de que com o fato consumado em Gaza, Barack Obama vai cair numa armadilha, tornando-se refém da mesma política ditada pelos neoconservadores a Bush. Resta saber até que ponto o governo Obama estará comprometido com a mudança que o candidato pregou na campanha. A análise é de Argemiro Ferreira em seu artigo de estréia na Carta Maior.
> LEIA MAIS | Internacional | 05/01/2009

Venezuela expulsa embaixador de Israel por massacre em Gaza
O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela anunciou nesta terça-feira (6) a expulsão do embaixador Shlomo Cohen em resposta à ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza. Presidente Hugo Chávez acusa Israel de genocídio e chama soldados israelenses de "covardes".
> LEIA MAIS | Internacional | 06/01/2009

TRAGÉDIA EM GAZA
Fim da era Bush e eleição em Israel: uma das faces obscenas do massacre
O ataque a Gaza é uma tentativa de última hora de mudar as relações de forças no Médio Oriente, antes do fim da era Bush, nos EUA. E tem uma dimensão obscena: as centenas de vítimas dos bombardeios são vítimas colaterais da campanha eleitoral em Israel.Para aumentar o seu apoio popular antes das eleições, todos os líderes israelenses estão competindo para ver quem é o mais duro e quem está disposto a matar mais. A análise é de Michael Warschawski.
> LEIA MAIS | Internacional | 31/12/2008

Internet ajuda a furar bloqueio midiático imposto
por Israel

Israel proibiu a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza. Isso não vem impedindo que as imagens do massacre contra a população civil de Gaza circulem diariamente pelo mundo. A eficácia do bloqueio midiático diminuiu significativamente graças à internet. Os vídeos e fotos da rede Al Jazeera são reproduzidos por toda parte. Quem quiser, pode também ter informações direto de Gaza, pelo blog "Moments of Gaza", mantido por Natalie Abou Shakra (foto).
> LEIA MAIS | Internacional | 06/01/2009

A mídia em Israel toca as trombetas da guerra
Historiador do futuro que algum dia examine os arquivos dos jornais de Israel verá com clareza absoluta: para Israel, 200, 300 e, depois, 400 palestinos assassinados 'não é' manchete. A mídia em Israel é "poupada" de ter de exibir imagens "fortes". Israel abraça e sempre abraçará qualquer guerra, qualquer barbárie. Israel crê-se tão poderosa que se brutalizou, que já não sente. Em Israel a barbárie é regente. A análise é do jornalista israelense Gideon Levy.
> LEIA MAIS | Internacional | 02/01/2009

Sangue em nossas mãos
As pessoas que jogam nossas bombas não ficam manchadas com sangue. Nosso sistema é simples: não há necessidade de evidência para um julgamento. Uma vez decidamos que alguém é alvo, jogamos uma bomba e ele se foi. Recentemente, o exército adquiriu permissão para matar civis que estejam próximos de um alvo. Isso foi publicado na imprensa, junto à foto de uma sorridente comandante do exército. O artigo é de Shulamit Aloni, ex-ministra da Educação de Israel.
> LEIA MAIS | Internacional | 06/01/2009

Professores repudiam ataque contra Universidade de Gaza
Documento organizado por intelectuais e professores universitários de vários países condena massacre da população da Faixa de Gaza e ataque desferido pelo exército de Israel contra a Universidade Islâmica de Gaza. “Usa-se o mesmo sofisma com o qual se ataca o povo de Gaza: os estudantes e os professores da Universidade seriam do Hamas, o mesmo pretexto dos regimes fascistas para decretar a morte da cultura", diz a carta.
> LEIA MAIS | Internacional | 05/01/2009

Esquerda palestina pede fim das divisões e unidade contra Israel
Organizações da esquerda palestina divulgam comunicado defende fim das divisões internas e retomada do diálogo para unificar resistência contra ataques de Israel. "Não é suficiente repetir palavras; precisamos de fatos concretos, um movimento urgente, passos precisos e sérios, que conduzam ao imediato e desejado diálogo unificado", diz o documento.
> LEIA MAIS | Internacional | 05/01/2009

Carta aberta de Uri Avnery a Barack Obama
O ex-deputado do Parlamento israelense e um dos fundadores do movimento pela paz, Uri Avnery, redigiu uma carta aberta ao presidente eleito dos EUA, Barack Obama, sugerindo que o novo governo comece a agir pela paz israelense-árabe a partir do primeiro dia. "Infelizmente, todos os seus predecessores desde 1967 jogaram duplamente. Apesar de falarem sobre paz da boca para fora, e às vezes realizarem gestos de algum esforço pela paz, na prática eles apoiavam nosso governo em seu movimento contrário a esse esforço", diz Avnery.
> LEIA MAIS | Internacional | 30/12/2008

EUA e União Européia são cúmplices do massacre
em Gaza

Os palestinos assassinados são trunfo eleitoral, numa disputa cínica entre a direita e a extrema-direita israelenses. Seus aliados em Washington e na União Européia, perfeitamente informados de que Gaza estava para ser atacada, exatamente como no caso do Líbano em 2006, sentaram e esperaram. A análise é de Tariq Ali.
> LEIA MAIS | Internacional | 31/12/2008

Editorial CLACSO: Gritando contra o horror
O que está acontecendo em Gaza é um massacre que atenta contra os mais elementares direitos humanos, arrancando sem compaixão toda esperança de paz em uma das regiões mais injustas do planeta. Um massacre que pretende, pela prepotência de bombardeios assassinos, negar o direito dos palestinos a um Estado independente.
> LEIA MAIS | Internacional | 31/12/2008

Gaza e os vestígios de um deus rancoroso e feroz
Desde o dia 9 de dezembro os caminhões da agência das Nações Unidas, carregados de alimentos, aguardam que o exército israelense lhes permita a entrada na faixa de Gaza, uma autorização uma vez mais negada ou que será retardada até ao último desespero e à última exasperação dos palestinos famintos. Nações Unidas? Unidas?
> LEIA MAIS | Internacional | 31/12/2008

quarta-feira, março 11, 2009

Sarkozy: México é 'primeiro país da América Latina'

 

 

CIDADE DO MÉXICO (AFP) — O presidente da França, Nicolas Sarkozy, definiu nesta segunda-feira o México como "o primeiro país da América Latina", e pediu a seu governo que não se encerre em "relações exclusivas", em alusão aos Estados Unidos.

Em discurso no Senado mexicano, como parte de uma visita oficial de 24 horas, Sarkozy opinou que o "México é um país com mais responsabilidade do que se possa pensar às vezes" em assuntos internacionais.

O México é a segunda economia regional depois do Brasil com ambos os países competindo pela liderança na América Latina.

Ambos, junto com a Argentina, fazem parte dos principais países emergentes a integrarem o Grupo dos 20, conformado também por nações mais industrializadas, e que se reunirá no dia 2 de abril em Londres.

Antes do encontro, em Londres, Sarkozy defendeu a "mudança do capitalismo para que seja de empresários, não de especuladores".

"Teremos que impor as mudanças em Londres", disse o presidente francês em sua alocução no Senado.

O México, que compartilha uma fronteira de 3.000 km com os Estados Unidos, destina a esse país quase 80% de seu comércio.

Copyright © 2009 AFP. Todos os direitos reservados.

sábado, outubro 25, 2008

Aulas de adaptação para imigrantes é apartheid, acusa revista italiana Famiglia Cristiana


Quinta-Feira - 23/10/2008

A revista italiana Família Cristã, uma das mais importantes publicações italianas voltadas ao público católico, divulgou matéria condenando  a proposta de aulas de adaptação para crianças imigrantes, definido-as como "aulas-gueto" e "a primeira medida racial do Parlamento". Segundo a Revista, "A moção aproxima perigosamente a escola da segregação e da discriminação".

Em agosto passado, a Revista, vinculada  à Società Apostolato San Paolo, criou uma forte polêmica ao destacar, em editorial, que a Itália corria o risco de retornar ao fascismo. O texto, assinado por Beppe Del Colle, apontando vários argumentos para indicar o renascimento do fascismo em função de medidas tomadas pelo atual governo, levou o Vaticano a negar que a publicação tivesse habilitação para exprimir o pensamento da Santa Sé.  A revista é acusada por políticos de centro-direita de seguir a cartilha do comunismo.

Agora, reagindo à intenção do governo de criar classes especiais para imigrantes, a revista frisa que  “o problema da inclusão dos estrangeiros na escola é real, mas as respostas não são de integração. Quem pensa em um 'desenvolvimento separado' na Itália, saiba que esse conceito em outra língua se chama apartheid".

Ainda conforme a famiglia Cristiana, oO governo poderia substituir e derrubar (por amor à pátria) a primeira moção racial aprovada pelo Parlamento italiano. Ou observar experiências como em Florença, onde um ônibus leva as crianças estrangeiras da escola para aulas de italiano e depois as leva de volta às salas de aula."

A medida do governo  prevê que as crianças imigrantes, além da língua italiana, devam aprender o respeito às tradições territoriais e regionais, à diversidade moral e à cultura religiosa do país que as acolhe, o apoio à vida democrática e a compreensão de direitos e deveres. "Alguém sabe dizer como explicar isso a uma criança de 5 ou 6 anos, que deve ainda aprender italiano?", questionou a revista.

Família Cristã recordou que, nos anos 60, quando crianças napolitanas, calabresas ou sicilianas iam à escola em Novara (cidade da região do Piemonte, norte da Itália), ninguém pensou em colocá-las em uma "classe diferencial" para que aprendessem italiano, costumes e tradições do Norte, nem fazer um teste de ingresso. Por que agora se pensa nessas medidas?", concluiu a publicação. (Com RV)

Desemprego e falta de oportunidades: as queixas de imigrantes estrangeiros na Itália

Quinta-Feira - 23/10/2008

A Itália conheceu, em 2008, o maior índice de imigração estrangeira da história do país. Fotos: Mara Rocha

Por Mara Rocha

No início do século XX, muitos italianos deixaram a sua terra natal, fugindo de uma Itália castigada pelas guerras. Criaram raízes em países promissores como os Estados Unidos, Argentina e Brasil. Desembarcaram em terras estrangeiras com as malas de papelão repletas de histórias e sonhos. Acrescentaram aos seus locais de destino os seus costumes e tradições. Quase um século depois, o processo se inverte e a Itália conhece, em 2008, o maior índice de imigração estrangeira da história do país. Provenientes da Europa do Leste, África, América Latina, Ásia, os imigrantes estrangeiros chegam em solo italiano, muitos sem falar a língua local, e precisam enfrentar as adversidades culturais, a nostalgia de casa e os problemas sociais da Itália em tempos de crise.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (ISTAT), são 3.432.651 cidadãos estrangeiros registrados nas “anagrafi” das 8.101 prefeituras – um aumento de 16,8% (493.729) com relação ao ano passado – e 570 mil clandestinos – quase 1% da população italiana – nas contas da Comissão da União Européia (Ue). No auge da crise financeira mundial, a economia italiana se encontra instável, e o “boom” nas imigrações agrava os problemas sociais do país despreparado para tal crescimento populacional. No primeiro semestre de 2008, o desemprego atingiu a marca de 6,7% (trezentas mil pessoas sem emprego), o maior índice dos últimos dois anos, divulgou o ISTAT.

Como conseqüência, aumentaram também os casos de racismo. No último mês, o chinês Tong Hong-Shen (36) foi agredido, em Roma, por uma gang de adolescentes e o afrodescendente Abdoul Guiebre (19) foi assassinado a pauladas, em Milão, por Fausto Cristofoli e seu filho Daniele. No mesmo período, o ganese Emmanuel Bonsu (22) foi preso por engano em Parma e chamado de negro porco, enquanto apanhava dos policiais.

Os crimes cometidos por estrangeiros é um outro agravante da intolerância racial. De acordo com o Ministero dell’Interno, cerca de 35% dos crimes na Itália (um a cada três) são cometidos por imigrantes, principalmente clandestinos.

Como medida de controle da entrada de clandestinos e ação dos imigrantes estrangeiros na Itália, o governo lançou este ano o projeto de lei chamado “pacchetto sicurezza”. Dentre as medidas do “pacchetto”, estão as penas de seis meses a quatro anos de prisão para o imigrante clandestino (clandestinidade agora é crime) e a expulsão do estrangeiro condenado a dois ou mais anos de reclusão (antes, o mínimo era de dez anos). O cidadão que alugar um imóvel a um estrangeiro sem visto de permanência terá a propriedade confiscada pelo governo. Maior fiscalização para casamentos entre italianos e estrangeiros: antes da oficialização do matrimônio, o casal precisará de uma permissão que sairá após dois anos de convivência, evitando assim os casamentos de conveniência. Quanto às transferências internacionais de dinheiro, as agências deverão exigir a cópia do documento de identidade italiano do cliente para não serem fechadas.

No livro "Viaggio in un’Italia diversa", de Bruno Vespa, o presidente da Câmara dos Deputados Gianfranco Fini (Alleanza Nazionale) defendeu uma maior facilitação nos processos de visto de permanência para os clandestinos com trabalho e sem problemas com a Justiça italiana. Segundo Fini, é o único modo para evitar peripécias inúteis dos clandestinos para conseguirem um visto de ingresso na Itália. O presidente da Câmera se refere aos estrangeiros como a brasileira R.S. (36), que entrou na Itália como turista (tempo de permanência máximo permitido é de três meses), onde mora clandestinamente já há um ano. R.S. trabalha sem carteira assinada como faxineira e babá para algumas famílias italianas e divide apartamento com outros dois estrangeiros na mesma condição dela. Com o dinheiro arrecadado pela brasileira (1.200 euros), ela sustenta os seus três filhos no Brasil.

Provenientes do Leste Europeu, África, América Latina e Ásia, imigrantes estrangeiros chegam a Itália, muitos sem falar a língua local, e se inserem nos problemas sociais enfrentados pelo país em tempos de crise

“Envio, todos os meses, oitocentos euros para casa”, conta. Um dos patrões de R.S. deu entrada no processo de visto de trabalho da funcionária sete meses atrás, mas a brasileira ainda não obteve uma resposta das autoridades italianas. Enquanto aguarda o visto, R.S. planeja o futuro: “uma vez com meus documentos italianos, vou fazer um curso de enfermagem. Quero buscar uma profissão que me dê uma vida digna” - preconiza.

O equatoriano P.G. (30) chegou na Itália em 2005. Sem falar italiano nem conhecer ninguém, viu-se desempregado e passou a se prostituir em uma sauna gay. Em uma noite, já chegou a fazer quatorze programas. “Um recorde na sauna em que trabalho”, conta. Recebe, em média, quatro mil euros por mês e paga quinhentos euros ao dono da sauna para dormir em um quarto com outras cinco pessoas. No Equador, somente uma de suas irmãs conhece a sua atividade na Itália. P.G. reclama da solidão de sua vida clandestina. “Não possuo amigos e quando vou à rua, me sinto julgado pelos desconhecidos à minha volta”, desabafa. O equatoriano sonha com o retorno ao seu país de origem, mas tem medo de voltar e ficar sem emprego. “Pretendo juntar dinheiro para não voltar com uma mão na frente e outra atrás”.

Margit Nagy deixou a Hungria há nove anos. Entrou como turista, quando a Hungria ainda não fazia parte da União Européia (ingressou em 2003). Por três anos, permaneceu na Itália como clandestina. Na ocasião, dirigiu um Centro de Estética sem possuir a documentação italiana. Teve a carteira assinada quando trabalhou como doméstica para uma empresa de limpeza e, mais tarde, em uma creche. Agora, casada e com a cidadania italiana, não consegue emprego. “Achei que com a minha cidadania, conseguiria um trabalho, mas não é tão fácil. Só consigo “bicos”, reclama.

A nigeriana Thomas Esther (38) também entrou na Itália como turista, em 1990, e ficou clandestinamente. Sem os documentos italianos, fez “bicos” como faxineira e garçonete, ganhando o suficiente para sobreviver. No início, passou por dificuldades por não falar italiano e ser clandestina em uma Itália ainda desacostumada com a imigração africana. “A vida foi muito difícil para todos os negros dos anos 90. Fomos os primeiros a chegar aqui. No ônibus, as senhoras, antes de se sentarem, limpavam os bancos quando se levantava um negro”, conta. O visto de permanência da nigeriana chegou quatro anos depois quando ela se casou com um italiano, com quem teve três filhos. Hoje, possui uma loja de produtos alimentícios importados. “Estou bem agora. Trabalhei muito, fiz muitos cursos e depois preferi voltar às minhas origens. Trabalho em uma galeria cheia de estrangeiros e vendo produtos do mundo inteiro”.

Esther não esqueceu dos momentos de dificuldade vividos na Itália e ajuda muitos estrangeiros que não tiveram a sua mesma sorte dando abrigo e bons conselhos. Aos estrangeiros que sonham em morar na Itália, ela adverte “É preciso se preparar para o futuro, porque depois se chegará aos 60 anos. Não dá para trabalhar como garçonete a vida inteira ou sonhar com o príncipe encantado italiano. Quem chega aqui sem instrução não consegue nada. Se não tiver uma profissão, venha com a idéia de estudar e seguir uma carreira”.

maraorocha@yahoo.com.br

Redação revista eletrônica Oriundi

quarta-feira, setembro 17, 2008

OS BIOCOMBUSTÍVEIS, O ETANOL E A FOME NO MUNDO

 

No primeiro caso, estão as preocupações de caráter ambiental que derivam da crescente busca para a redução de emissões de gases que aceleram o efeito estufa. Quanto aos governos, a segurança energética relaciona-se com a redução da dependência da importação de petróleo, bem cada vez mais escasso e cujos principais países exportadores encontram-se em regiões com freqüentes instabilidades políticas. É nesse contexto que a experiência brasileira no uso do álcool derivado da cana-de-açúcar desperta a atenção mundial.
O Brasil está, há pelo menos três décadas, na vanguarda da corrida dos biocombustíveis, em decorrência não só da enorme quantidade de terras e recursos hídricos disponíveis, como também por seu domínio tecnológico na produção de cana, a mais importante das matérias-primas utilizadas para produzir açúcar, etanol e eletricidade de forma competitiva.
A decisão dos governos dos Estados Unidos (EUA) e dos países da União Européia (UE) em pelo menos duplicar o seu consumo de biocombustíveis nos próximos anos não só acirrou inúmeros interesses, como também ensejou grandes polêmicas.
Uma das principais polêmicas é aquela que discute o impacto que o crescimento das culturas agrícolas ligadas à produção de biocombustíveis causariam à produção de alimentos. De início deve-se ressaltar que a importância dos combustíveis de origem agrícola no mercado global de energia é pequena, visto não representarem mais do que 1% da produção de combustíveis fósseis.
Mas, o crescente impacto do boom agroenergético tem afetado, de forma mais ou menos significativa, certos mercados agrícolas, especialmente o do milho, a principal matéria prima usada para produção de etanol nos EUA. A produção norte-americana do etanol já consome cerca de 20% do milho produzido no país e esta cultura vem avançando gradativamente sobre áreas de outros plantios, especialmente os dedicados à soja. Isso tem ocasionado aumento dos preços de certos produtos agrícolas e causado desequilíbrios na estrutura dos mercados agropecuários (especialmente os de rações), além de afetar as exportações (os EUA são os maiores exportadores mundiais).
Já o impacto da expansão da agroenergia nos mercados agrícolas é muito menor em países como o Brasil, que produzem álcool a partir da cana. Mais eficiente que o milho ou qualquer outra cultura agrícola, a produtividade da cana é duas vezes maior que a do milho e seu custo de produção é 30% menor.
Do total de terras aráveis do Brasil (aproximadamente 340 milhões de hectares), cerca de 2,0% são usadas para o cultivo de cana, metade delas dedicadas à produção de etanol. A cultura da cana deverá se ampliar nos próximos anos às custas das terras dedicadas ao plantio de soja (cerca de 6,0% das terras aráveis) e milho (3,2%) e também sobre as áreas de pastos que correspondem a quase 60% das terras aráveis. Mas, não há certeza que, em algumas áreas, a cana não possa se expandir em detrimento a algumas culturas alimentares. Daí, a ferrenha oposição setores da sociedade em relação a essa expansão.
Estimativas para a safra de cana de 2007/2008 indicam que ela crescerá 15% em relação a de 2006/2007 e o aumento se verificará em quase todas as unidades federativas. Os estados que apresentarão o maior crescimento porcentual serão a Bahia (75,9%) e Tocantins (73,5%). Todavia, em volume, a produção de cana é bem concentrada. Cerca de 85% dela verifica-se no Centro-Sul, com destaque para São Paulo com aproximadamente 70% do total regional. O Paraná (porção norte), Minas Gerais (região do Triângulo Mineiro), Mato Grosso Sul (leste) e centro-sul de Goiás completam o quadro.
Há estudos em andamento no Ministério da Agricultura no sentido de se estabelecer um zoneamento agroecológico do setor sucroalcooleiro cujo objetivo seria o de definir as áreas disponíveis para a ampliação da produção levando em conta não só os índices de produtividade, mas também os impactos ambientais e socioeconômicos dessa expansão.
Os EUA e o Brasil são, nessa ordem, os maiores produtores mundiais de etanol, sendo os norte-americanos os maiores importadores do produto e nosso país o maior exportador. Todavia, o Brasil não possui as limitações de expansão de área cultivada como os EUA, já que a cana pode, a princípio, se expandir especialmente em áreas de cerrado, que tradicionalmente têm sido utilizadas para pastagens ou produção de soja. O Brasil, por exemplo, poderia produzir 132 milhões de litros de etanol, volume necessário para substituir 15% da gasolina nos EUA, com cerca de 30 milhões de hectares de cana-de-açúcar, o triplo da área atual de cana, porém apenas 10% da nossa reserva de pastagens.
Se produzida com alta tecnologia, a agroenergia representa uma extraordinária oportunidade para os países subdesenvolvidos da América Latina, África e parte da Ásia. O Brasil, em particular, tem uma chance de ouro para estar à frente dos demais países no contexto global da bioenergia, buscando consolidar o álcool (e também o biodiesel) como commodities globais, produzidas de forma ambiental e socialmente correta.
A expressiva alta dos alimentos nos últimos dois anos e a crise alimentar que vem afetando muitos países pobres como o Haiti, Burkina Fasso, Níger, entre outros levou vários especialistas ligados a organismos multilaterais como o Fundo Monetário Internacional (FMI), a afirmar que esses problemas, que poderiam se alastrar por outros países eram causados pela expansão dos cultivos dedicados a produção de biocombustíveis (o etanol em particular) em detrimento daqueles dedicados a alimentação humana. Na verdade, o problema tem como causas uma combinação de fatores que atuam de forma diferenciada em vários países.
Genericamente seriam cinco os principais fatores que explicam, em termos mundiais, a situação atual. O aumento da produção de biocombustíveis e a manutenção dos subsídios agrícolas em países ricos, como os EUA e países da UE. O aumento dos custos da produção agrícola como decorrência do aumento do petróleo e dos fertilizantes. O forte incremento do consumo de alimentos por parte de países emergentes de grande população como são os casos da China, Índia, Brasil e México. A quebra de safras em vários países produtores de grãos cujo exemplo mais evidente é o da Austrália, atingida por secas prolongadas nos últimos anos. A crise financeira dos EUA que levou investidores a apostar em contratos de mercadorias, contribuindo também para o aumento de preços dos alimentos.

Nelson Bacic Olic
Revista Pangea, 29/4/2008

quarta-feira, agosto 06, 2008

Ucrânia: tropas da Otan são recebidas a pedradas

 

Centenas de manifestantes ucranianos tentaram impedir, com paus e pedras, um exercício militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Criméia, sul do país, no dia 24 do mês passado.

Os cidadãos conseguiram bloquear brevemente três blindados, subindo em cima deles, segundo imagens transmitidas pela rede de TV Canal 5.
Os militares dispararam granadas sôni-cas contra os manifestantes. Duas pessoas ficaram feridas, entre eles um deputado comunista, segundo Canal 5. A Ucrânia não faz parte da Otan, que organizou o exercício apelidado de “Brisa do Mar”.
Os manifestantes estiveram acampados na região das manobras desde antes do início dos exercícios, no dia 14 de julho.
Em um dos dias de protesto, os manifestantes realizaram uma “marcha naval” com uma dezena de barcos e lanchas ao longo da costa exibindo bandeiras e faixas contra a Otan.

O exercício “Brisa do Mar” terminou no dia 26 de julho e foi necessário a aprovação de uma lei especial do Parlamento para autorizar a permanência, durante 25 dias, em território ucraniano de mil militares norte-americanos e de outros países. A Otan vai decidir em dezembro se inclui a Ucrânia.

Fim da era Olmert

 

Joop Meijers*

04-08-2008

Não totalmente inesperado, o primeiro-ministro israelense Ehuld Olmert, acusado de corrupção, anunciou a sua renúncia. Num curto pronunciamento pela televisão, Olmert informou que no próximo 17 de setembro estará deixando o seu cargo e a presidência do partido dele, o Kadima. Nesta data será escolhido um novo presidente do partido e, possivelmente, o novo primeiro-ministro de Israel.
olmertEm seu discurso, denominado pela mídia israelense de dramático, Olmert alegou estar convencido de sua inocência. "Devido as acusações e todo o processo, inclusive de funcionários do governo que querem a minha saída, decidi deixar o cargo e me concentrar na defesa de minha inocência", disse.
Olmert está sendo acusado de ter recebido dinheiro ilegal de um filantropo norte-americano. Além disso, o premier teria se deixado comprar por transações imobiliárias e viagens de férias para si e sua família, pagas pelo Estado. Ele é ainda acusado de ter apresentado notas falsas de despesas.
Caos
O anúncio da saída de Olmert veio no final de um dia em que o seu partido, Kadima, sofreu várias derrotas no parlamento. A unidade e a disciplina da fraca coalizão governamental caiu como um castelo de cartas. O ministro da Defesa descreveu a atmosfera no parlamento israelense como caótica.
Segundo as pesquisas de opinião, feitas pela televisão israelense, a popularidade de Olmert, que se tornou premier em abril de 2006, atingiu o mais baixo nível - 77% dos entrevistados se manifestaram descontentes com o seu trabalho.
Se as eleições fossem realizadas agora, o líder da oposição e antigo premier, Benjamin Netanyahu, do partido de direita Likud, receberia 36% dos votos; a vice-premier e atual ministra do exterior, do Kadima, Tzipi Livni, receberia 25%; e o líder do Partido Trabalhista e ministro da Defesa, Ehud Barak, apenas 12%.
Nova luta
A luta pela liderança dentro do partido Kadima ocorre entre a vice-premiere Shaul Mofaz, que em 2006 deixou o partido Likud. Tzipi Livni, que lidera o grupo que negocia a paz com os palestinos, é vista com uma política da nova safra. Já o antigo ministro da Defesa, Shaul Mofaz, tem a reputação de ser um duro da velha guarda. Em princípio, o novo líder do partido Kadima deve formar um novo governo de coalizão após a saída de Olmert. Caso não seja possível, novas eleições serão convocadas em Israel dentro de um prazo de três meses.
O primeiro-ministro Olmert disse que até a sua saída, ele continuará as negociações com os palestinos e a Síria. Devido ao pouco apoio político dentro de Israel, é improvável que essas negociações cheguem a algum ponto de entendimento.
De acordo com muitos políticos, existem grandes chances de que o Kadima, depois de escolher um novo líder, forme uma coalizão com o Partido Trabalhista israelense, para evitar que Netanyahu, do partido Likud, se torne novamente premier do país.
*Tradução: Luís Henrique de Freitas Pádua

quinta-feira, julho 31, 2008

Hugo Chávez passa a limpo pendência com rei Juan Carlos

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, foi recebido pelo rei espanhol Juan Carlos, na sexta-feira 25, para discutir projetos de cooperação energética e para reconciliarem-se publicamente. O incidente em que o monarca perdeu a calma e pediu que Chávez se calasse ocorreu na Cúpula Ibero-Americana, em novembro do ano passado.

Durante a visita ao Palácio Marivent, em Mallorca, Chávez foi recebido por um sorridente Juan Carlos e ambos trocaram um forte aperto de mãos – fazendo questão de mostrar que colocaram um fim às desavenças.

“O rei e eu, Juan Carlos e eu, sempre fomos bons amigos, sempre, todos estes anos que levamos compartilhando funções de chefe de Estado”, afirmou Chávez em entrevista à televisão espanhola.

Chávez descreveu que durante o encontro foram discutidos “assuntos muito importantes, o tema energético e o da diretiva de retorno”, [a orientação aprovada no Parlamento Europeu para restringir a imigração].

“O rei é um senhor muito brincalhão, faz travessuras, e então me disse que ia me dar um presente”, explicou Chávez sobre a camisa que recebeu do rei espanhol com a frase “Por qué no te callas?”. Depois do encontro com Juan Carlos, o presidente venezuelano voou até Madri para reunir-se com o primeiro-ministro Zapatero, onde debateram a colaboração em áreas como imigração e energia. “Obrigado pelo carinho com que vocês nos receberam”, afirmou Chávez ao lado de Zapatero.

terça-feira, julho 08, 2008

Sistema antimíssil dos EUA na Europa é rejeitado pela Rússia

 

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, advertiu George W. Bush durante a reunião do G8 que a instalação de um sistema antimísseis dos EUA na Europa é “completamente inaceitável”.

Medvedev expressou “sérias preocupações” sobre a intenção dos EUA de instalar o sistema na República Tcheca e na Polônia, próximos à fronteira com a Rússia. O presidente russo também lamentou “a ausência de progressos reais” nas negociações com o governo norte-americano sobre o assunto.

“O Presidente russo expressou abertamente a suas sérias inquietações a propósito de informações na imprensa sobre as conversações entre os EUA e a Lituânia sobre a possível instalação de bases antimísseis”, segundo destacou o conselheiro diplomático, Sergueï Prikhodko, sobre o encontro dos de Medvedev e Bush, durante a reunião do G8 no Japão.

As negociações entre Polônia e EUA para a instalação do sistema de mísseis apresentaram algumas dificuldades no último período. Diante desta situação, o governo Bush iniciou discussões com a Lituânia. O representante do Departamento de Estado norte-americano, John Rood, esteve na Lituânia em junho.

sexta-feira, junho 13, 2008

Principais elementos do Tratado de Lisboa Terra - Mundo

Principais elementos do Tratado de Lisboa Terra - Mundo



Principais elementos do novo tratado europeu, o Tratado de Lisboa, que substituirá o projeto de Constituição européia: - O Tratado de Reforma estipulado contém as emendas aos dois únicos tratados que o bloco vai conservar: o Tratado da União Européia e o Tratado sobre o funcionamento da UE.
- Cria a figura de um presidente estável da União, eleito por um período de dois anos e meio, renovável uma vez.
- Cria o novo cargo de Alto Representante da União para Relações Exteriores e a Política de Segurança, que será ao mesmo tempo vice-presidente da Comissão Européia e vai comandar um serviço de ação exterior.
- Instaura um novo sistema para o cálculo da maioria qualificada na tomada de decisões. A "maioria dupla" será adiada, no entanto, até 1 de novembro de 2014, para atender à Polônia, que obtém outras garantias.
- Desaparece o veto em 40 âmbitos de ação suplementares, entre eles asilo, imigração e cooperação policial e judicial.
- A Comissão Européia (órgão executivo), hoje com 27 membros, terá no máximo dois terços do número de Estados-membros a partir de 2014.
- Aumenta o poder de codecisão ou colegislação do Parlamento Europeu.
- A Carta Européia de Direitos Fundamentais, que ocupava toda a parte II do Tratado constitucional, não faz parte do novo documento, que porém incluirá uma menção do seu caráter vinculativo.
- O Reino Unido obtém importantes esclarecimentos e restrições na aplicação da Carta ao seu território, assim como a Polônia.
- Maior papel dos Parlamentos nacionais.
- Reconhecimento da iniciativa popular: 1 milhão de cidadãos podem pedir à Comissão uma medida legislativa.
- A União Européia terá personalidade jurídica única.
- Possibilidade dos Estados de abandonar a União.
- Novo mecanismo automático de colaboração reforçada na cooperação policial e judicial.
EFE

Entenda o Tratado de Lisboa

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Tratado de Lisboa (2007)

Tratado de Lisboa (2007) - Wikipédia, a enciclopédia livre

EUROPA - O portal da União Europeia

EUROPA - O portal da União Europeia

EUROPA - Tratado de Lisboa - O Tratado em poucas palavras

EUROPA - Tratado de Lisboa - O Tratado em poucas palavras

quarta-feira, abril 16, 2008

De satélites soviéticos a “tigres” da Europa

Nelson Bacic Olic

Além desses três países o Mar Báltico banha também os litorais da Finlândia, Suécia, Alemanha, Polônia, Rússia e Dinamarca. Este último país, juntamente com a Suécia, tem o controle sobre os estreitos que ligam o Báltico ao Mar do Norte. Ao longo dos últimos séculos a Suécia, a Polônia, a Alemanha e a Rússia foram responsáveis pelas turbulências políticas que atingiram os três países região.


Letônia, Estônia e Lituânia possuem reduzida dimensão, perfazendo juntas cerca 175 mil km2, superfície um pouco inferior ao estado do Paraná. A Lituânia é a mais extensa e a Estônia a de menor área. O total de habitantes dos três países é de cerca de 7,5 milhões de pessoas (mais ou menos a população de Pernambuco), sendo também a Lituânia o mais populoso dos Estados. Vale destacar que as populações dos três países embora tenham sofrido influência dos países próximos mais fortes, apresentam expressivas diferenças culturais em relação às sociedades germânicas, eslavas e escandinavas presentes nos países vizinhos.

Apesar das semelhanças, existem algumas diferenças entre os três países no que concerne aos aspectos etno-culturais. Os estonianos, por exemplo, estão ligados ao grupo de línguas e povo fino-ugrianos, enquanto letões e lituanos fazem parte do grupo báltico, no seio da família etnicamente eslava. Sob o aspecto religioso, os lituanos são majoritariamente católicos (influência polonesa) enquanto letões e estonianos são dominantemente protestantes.

Pequenos e fracos, os Países Bálticos estiveram sob o jugo sucessivo de dinamarqueses, suecos, poloneses e alemães e, a partir do século XVIII, passaram para o domínio do Império Russo. Só ao final da Primeira Guerra Mundial, com o fim do império dos czares, é que os povos das três repúblicas bálticas obtiveram sua soberania, tornando-se independentes.

No entanto, a independência teve curta duração. O Pacto Germano-Soviético (Molotov-Ribbentrop) firmado entre a Alemanha nazista e a União Soviética em 1939 fez com que os países Bálticos passassem para o controle soviético. Dois anos mais tarde, com a invasão da Alemanha nazista, os povos bálticos foram “libertados” do domínio soviético.

Entre 1944 e 1945, devido ao recuo das forças nazistas por conta do avanço das tropas soviéticas, a URSS retomou o controle sobre a região, cuja população sofreu fortes represálias, acusada de colaboracionismo com os alemães. Foi a partir dessa retomada que o governo soviético estimulou a imigração de russos para a região. É isso que explica a importância numérica de minorias de origem russa nos três países. Na Estônia e na Letônia, os russófonos são cerca de 30% da população, enquanto na Lituânia eles perfazem um pouco menos de 10%.
A partir de 1945, os países Bálticos passaram a ser três das quinze repúblicas que compunham a URSS. Esta situação se perpetuou até o final da década de 1980, quando os três países evoluíram em direção à independência em função da crise que levou à desintegração da URSS. A Lituânia foi a primeira república a se separar da URSS, em março de 1990. Em agosto de 1991, o mesmo se verificou com a Estônia e Letônia. Os países Bálticos foram as únicas das 15 repúblicas que compunham a União Soviética que decidiram não participar da Comunidade de Estados Independentes (CEI).

Novos rumos

Depois da independência, a evolução dos países Bálticos tem sido mais ou menos similar, tendo todos eles acumulado uma série de sucessos, especialmente no âmbito econômico, a ponto de serem considerados como os mais promissores dos novos membros da União Européia.

Os três países, nos primeiros anos de sua vida independente, passaram por grandes dificuldades econômicas em função do fechamento dos grandes conglomerados estatais russos, da perda de mercado em relação aos países da Comunidade de Estados Independentes (CEI) e da supressão do controle de preços. O resultado foi uma grande baixa da produção e crescimento expressivo das taxas de inflação. A economia só começou a se recuperar após1994 e a crescer de forma acelerada a partir de 2000.

Depois disso, a perspectiva de serem aceitos como membros da União Européia levou a um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da ordem de 7 a 8% nos últimos anos. Esse crescimento recente do PIB dos países Bálticos é o maior que vem se registrando em toda a Europa. Do ponto de vista do comércio externo, União Européia é a principal cliente e fornecedora de produtos, perfazendo cerca de 2/3 do intercâmbio comercial dos países Bálticos.

Em função dos ritmos de “chineses” de crescimento econômico dos últimos anos, já há aqueles que, comparando a evolução econômica dos países Bálticos a dos Tigres Asiáticos, vêm denominando-os de “tigres” da Europa.

terça-feira, abril 08, 2008

EuroNews : Zapatero exclui diálogo com ETA

EuroNews : Zapatero exclui diálogo com ETA

Zapatero exclui diálogo com ETA
Um pacto anti-terrorista sem hipótese de diálogo. A proposta foi feita, esta terça-feira, pelo líder socialista, José Luis Rodriguez Zapatero, à oposição durante o discurso de investidura no Congresso dos deputados em Madrid.Zapatero pediu o apoio dos deputados na luta contra a organização separatista Basca e voltou a insistir na necessidade um consenso político.O socialista defende que a ETA não aproveitou a oportunidade dada em 2006 para negociar, pelo que a única alternativa, acrescenta, é acabar de uma vez por todas e sem quaisquer condições com a barbárie cometida pela organização. O discurso foi, também, marcado pelo combate à desaceleração económica espanhola.Previstas estão já medidas a curto prazo para acabar com a crise no sector da construção civil. Entre elas está a redução da carga fiscal na reabilitação da habitação e a aceleração na adjudicação de obras públicas