quarta-feira, outubro 25, 2006

Estrutura produtiva da população brasileira


Em 1991, o Brasil possuía 147,4 milhões de habitantes. Desse total, 113,6 milhões de pessoas tinham 10 anos ou mais de idade, ou seja, formavam a chamada população em idade ativa.

A população em idade ativa é subdividida em dois tipos, a saber: população economicamente ativa e população não-economicamente ativa.

A população economicamente ativa, ou simplesmente população ativa, compreende todas as pessoas com 10 anos ou mais de idade, que constituem a força de trabalho do país. Abrange os empregados e empregadores, os trabalhadores autônomos, os trabalhadores que estão temporariamente desempregados etc. Em 1991, a população ativa do Brasil era de 64,4 milhões de pessoas.

A população não-economicamente ativa é formada, principalmente, por aposentados, donas-de-casa, estudantes, inválidos e crianças. em 1991, essa população era de 49,1 milhões de pessoas.

Em números absolutos a população ativa do Brasil é muito grande. É maior que a população total de alguns países, como, por exemplo, a Itália e a França (cerca de 57 milhões de habitantes cada), e o dobro da população total da Argentina (32,7 milhões de habitantes).

No entanto, em valores relativos, ela é inferior a de muitos países, principalmente os desenvolvidos. Nesses países, a idade a partir da qual as pessoas são consideradas economicamente ativas, situa-se em torno de 15 anos. Se esse limite de idade prevalecesse no Brasil, o porcentual de ativos seria bem menor. Observe por quê:

  1. Se o cálculo da população ativa for feito com base na população com idade igual ou superior a 10 anos (critério adotado no Brasil), teremos:
  • Número de pessoas com 10 ou mais anos de idade – 113,6 milhões (77% da população total do país).
  • População ativa – 64,4 milhões (43,7% da população total do país).
  1. Se o cálculo da população ativa for feito com base na população com idade igual ou superior a 15 anos (critério adotado nos desenvolvidos), teremos:
  • Número de pessoas com 15 ou mais anos de idade – 95,3 milhões (64,6% da população total do país).
  • População ativa – 54,0 milhões (36,6% da população total do país).

População ativa (1991)

País Milhões de habitantes População jovem
(0 a 14 anos) em %
% de ativos
Japão

123,9

18,1

52,5

EUA

252,7

21,5

50,0

França

56,6

19,9

43,0

Coréia do Sul

43,3

25,1

42,7

Brasil

147,4

34,5

36,6

Fontes: O Mundo Hoje, 1993; Banco Mundial/FGV, Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial, 1993.

A tabela acima mostra o porcentual de ativos em alguns países.

Além de ser proporcionalmente pequena, a população ativa do Brasil é pouco instruída, mal remunerada e de preparo técnico relativamente baixo. Por exemplo:

Grau de instrução das pessoas com 10 ou mais anos de idade
Sem instrução e menos de 2 anos de estudo

18,0%

De 1 a 4 anos de estudo

40,0%

De 5 a 8 anos de estudo

23,0%

9 anos ou mais de estudo

19,0%

Rendimento médio mensal das pessoas com 10 ou mais anos de idade
Até ½ salário mínimo*

6,2%

Mais de ½ a 1 salário mínimo

11,0%

Mais de 1 a 5 salários mínimos

28,0%

Mais de 5 a 10 salários mínimos

7,4%

Mais de 10 salários mínimos

5,4%

Sem rendimentos ou que recebem em benefícios

42,0%

* Em dezembro de 1994, um salário mínimo valia 70 reais (cerca de 85 dólares).

Vejamos, a seguir, a distribuição da população ativa do Brasil, por sexos, por regiões e por setores de atividade, com base no censo demográfico de 1991, realizado pelo IBGE:

Distribuição da população ativa por sexos, no Brasil (1991)
Homens

64,5%

Mulheres

35,5%

Observe a participação das mulheres na população ativa de outros países: Rússia (52,4%), EUA (45%), Japão (41%), Coréia do sul (40,4%) e Argentina (33,4%).

Brasil: distribuição da população ativa por regiões (1991)

Região

População ativa

Número de pessoas
(com 10 anos ou mais)

% do total nacional

Norte

1.983.422

3,0

Nordeste

17.231.677

27,0

Sudeste

29.601.295

46,0

Sul

11.043.014

17,0

Centro-Oeste

4.608.573

7,0

Brasil

64.467.981

100,0

Fonte: IBGE, Anuários estatísticos do Brasil

Distribuição da população ativa por setores de atividade

A população ativa se distribui pelos seguintes setores de atividades:

  • Primário – abrange a agricultura, a pecuária, a caça e a pesca.
  • Secundário – abrange as indústrias de transformação, a construção civil e a extração mineral.
  • Terciário – abrange as atividades ligadas à prestação de serviços: comércio, transportes, comunicações, atividades liberais, funcionalismo público, educação e outras.

Até o início da década de 40, mais de dois terços da população ativa do Brasil estava concentrada no setor primário. A partir de então, devido à intensificação do processo de industrialização-urbanização, da mecanização do campo e do êxodo rural, verificou-se uma progressiva e acentuada diminuição da população ativa do setor primário, em favor de outros setores.

De 1940 a 1991, a população ativa do setor primário diminuiu de 70,2% para 22,5%. Enquanto isso, a população ativas dos setores secundário e terciário passou de 29,8% para 77,5%.

O elevado porcentual de ativos no setor terciário não significa que esse setor cresceu, realmente, tanto assim. O setor terciário, principalmente nos países subdesenvolvidos, é muito marcado pelo conhecido fenômeno da inchação: crescimento exagerado ou irreal, devido ao empreguismo (excesso de pessoas em órgãos públicos) e ao subemprego (comércio em semáforos, trabalho temporário, etc.).

A concentração de ativos nos setores secundário e terciário é tanto maior quanto maior for o nível de desenvolvimento urbano-industrial e tecnológico dos países.

Brasil: distribuição da população ativa por setores de atividade (%)

Setor

1940

1950

1960

1970

1980

1991

Primário

70,2

60,7

54,0

44,2

29,0

22,5

Secundário

10,0

13,1

12,7

17,8

25,0

23,0

Terciário

19,8

26,2

33,3

38,0

46,0

54,5

Fonte: IBGE, Anuários Estatísticos do Brasil

Distribuição da população ativa por setores de atividades em alguns países (1991)

País

População ativa

Setor primário

Setor secundário

Setor terciário

Etiópia

77,0

8,0

15,0

Brasil

22,5

23,0

54,5

EUA

2,9

25,3

71,8

http://www.frigoletto.com.br/GeoPop/estrutur2.htm

terça-feira, agosto 29, 2006

Glossário Dicionário Geográfico

Glossário Dicionário Geográfico

Estatísticas


  • Principais Religiões (nº. de adeptos ONU/2000)

    -Islamismo – 1.200.000.000 milhões/hab

    -Catolicismo – 1.100.000.000 milhões/hab

    -Hinduísmo – 900.000.000 milhões/hab

    -Protestante – 750.000.000 milhões/hab

    -Budismo – 400.000.000 milhões/hab

    -Ortodoxos – 280.000.000 milhões/hab

    -Outras – 1.400.000.000 milhões/hab

  • Os maiores países do mundo em extensão territorial (Km²)

    -Rússia – 17.075.900

    -Canadá – 9.976.177

    -China – 9.561.300

    -EUA – 9.363.169

    -Brasil – 8.511.965

    -Austrália – 7.686.443

    -Índia – 3.046.232

    -Argentina – 2.766.889

    -México – 1.972.546


  • As maiores populações do mundo (ONU/2004)

    -China – 1.320.000.000 milhões/hab

    -Índia – 1.100.000.000 milhões/hab

    -EUA – 302.000.000 milhões/hab

    -Indonésia – 225.000.000 milhões/hab

    -Brasil – 186.000.000 milhões/hab

    -Paquistão – 161.000.000 milhões/hab

    -Bangladesh – 152.000.000 milhões/hab

    -Rússia – 141.000.000 milhões/hab

    -Nigéria – 130.000.000 milhões/hab

    -Japão – 128.000.000 milhões/hab

    -México – 120.000.000 milhões/hab

  • Maiores cidades do mundo (ONU / 2005)

    1 - Tóquio (Japão) - 26,5 milhões/hab

    2 - Cidade do México (México) - 18,5 milhões/hab

    3 - São Paulo (Brasil) - 18,4 milhões/hab

    4 - Nova York (EUA) - 16,8 milhões/hab

    5 - Mumbaí, ex-Bombaim (Índia) - 16,6 milhões/hab

    6 - Calcutá (Índia) - 13,5 milhões/hab

    7 - Los Angeles (EUA) - 13,3 milhões/hab

    ...

    11 - Buenos Aires (Argentina) - 12,1 milhões/hab

    ...

    15 - Rio de Janeiro (Brasil) - 11 milhões/hab

  • Países possuidores de armas nucleares (ONU/2004)

    1 - EUA - 10.600 ogivas
    2 - Rússia - 8.000 ogivas
    3 - China - 400 ogivas
    4 - França - 350 ogivas
    5 - Reino Unido - 200 ogivas
    6 - Israel - 200 ogivas
    7 - Índia - 60 ogivas
    8 - Paquistão - 40 ogivas
    9 - Coréia do Norte - 1 ou 2 ogivas
    10 - África do Sul - ? (chegou a produzir bombas nucleares mas renunciou ao programa com o fim do Apartheid)

    OBS: são apenas estimativas da ONU, já que as nações negam dados oficiais

  • Línguas mais faladas no mundo (ONU/2000)

    1 - Chinês
    2 - Inglês
    3 - Hindu
    4 - Espanhol
    5 - Francês
    6 - Árabe
    7 - Português
    8 - Russo

segunda-feira, agosto 28, 2006

Séries - Jornal Nacional

Séries -:
Nossa mata

Série sobra a mata Atlântica

Biomas Brasileiros

Biomas BRASIL

Classificação da Vegetação Brasileira

Classificação da Vegetação Brasileira

Geografia EsSA: Bacias Hidrográficas

Geografia EsSA: Bacias Hidrográficas

Preservar a Caatinga pode ser bom negócio


O manejo florestal na Caatinga pode garantir uma renda adicional ao produtor rural, sem inviabilizar a realização de outras atividades, como criação de gado e apicultura. Essa estratégia, além de ser financeiramente viável, é fundamental para assegurar a preservação desse bioma — que ocupa 6,83% do território nacional (uma área que corta dez Estados) e que em sua maioria (80%) já foi degradado pela ação humana, sobretudo por meio de desmatamentos e queimadas.

Esse tem sido o mantra defendido por Francisco Barreto Campello, coordenador regional do projeto Manejo Integrado de Ecossistema para o Bioma Caatinga, desenvolvido pelo GEF (Fundo para o Meio Ambiente Mundial, na sigla em inglês), com o apoio do PNUD. Em seminário esta semana na Bahia, por exemplo, ele defendeu que o manejo florestal sustentável pode render até R$ 2 mil por mês em uma propriedade de 250 hectares (considerada de pequeno porte na região). “Funciona como uma renda extra”, comenta.

Uma alternativa para modificar o quadro de degradação, de acordo com Campello, envolveria um plano de manejo desenvolvido com a ajuda de um engenheiro e a posterior divisão da propriedade em 13 áreas, que seriam exploradas individualmente a cada ano. A parte usada no primeiro ano, portanto, só seria utilizada novamente depois de 13 anos.

“É muito comum nesta região que chegue alguém para esses produtores e fale: compro toda sua madeira agora e você a utiliza para pasto. Muitas vezes, eles precisam do dinheiro naquela hora e vendem. Queremos que eles percebam que é possível criar um ativo que vai poder gerar renda para o resto da vida, que é possível ter alternativas de produção sem a destruição ambiental”, afirma Campello.

“Em uma propriedade de 10 hectares, se toda a madeira for vendida de uma vez, é possível receber cerca de R$ 2 mil. Mas se a madeira vem de uma área que não está sob manejo, o produtor deve pagar um imposto ao IBAMA, chamado de taxa de reposição florestal, que seria equivalente, neste caso, a R$ 600. Se a atividade é desenvolvida de forma sustentável, além dele ter um dinheiro todo o mês, ele fica livre da taxa”, compara.

A idéia foi apresentada para 200 produtores rurais do município da Barra, no médio São Francisco baiano, durante um seminário promovido pelo GEF e pela Prefeitura, na segunda e terça-feira. O objetivo era identificar pessoas interessadas em implantar a atividade em suas terras.

“Mostramos para os participantes como é a questão do manejo florestal e qual a vantagem para o produtor do ponto de vista econômico. Para aqueles que têm pequenas propriedades, de cerca de 250 hectares, é possível ter uma renda entre R$ 1 mil e R$ 2 mil e ainda gerar dez empregos estáveis. Além disso, ele pode continuar com a pecuária, a apicultura, porque as outras atividades não ficam inviabilizadas”, diz Campello. De acordo com ele, não são apenas os pequenos proprietários que podem se beneficiar. “Há empresários com uma área de 100 mil hectares com um plano de manejo em plena implementação. Um plano de manejo bem pensado não apresenta riscos porque a floresta já existe. Não é como no reflorestamento que você tem que esperar seis anos para utilizar a terra”, explica.

Como resultado do seminário, chamado Sistemas de Usos Sustentáveis e Convivência com a Caatinga, saiu a proposta de organizar duas unidades de referência no município — que não tem nenhuma experiência parecida —, uma em um assentamento rural e outra em uma propriedade de médio porte. As duas atividades serão realizadas, segundo Campello, em parceria com o projeto de Revitalização e Integração do Rio São Francisco, do governo federal.
(Fonte: Talita Bedinelli / PNUD Brasil)

domingo, agosto 27, 2006

Prova do enem e gabarito

Prova do enem e gabarito
http://rapidshare.de/files/31006308/enem_2006.zip
Link Alternativo.


http://www.inep.gov.br/basica/enem/provas_gabaritos/provas_gabaritos.htm
Link Oficial!!!!!!!!!

quinta-feira, agosto 24, 2006

Constituição Européia: mitos e equívocos

RNW: Constituição Européia: mitos e equívocos

Bélgica: valões versus flamengos

RNW: Bélgica: valões versus flamengos:


"A tradicional rivalidade na Bélgica, entre a região da Valônia, onde se fala o francês, e a do norte, região de Flandres, onde a língua oficial é o flamengo, bem parecido ao holandês, acabou por vir à tona, mais uma vez, dominando o cenário político do país. Desta vez, quem colocou lenha na fogueira foi o primeiro-ministro da região de Flandres, Yves Leterme."

sexta-feira, agosto 18, 2006

Por mares nunca dantes preservados

Nelson Bacic Olic
Cerca de 71% da superfície do planeta é recoberta por uma imensa massa líquida que alguns chamam de oceano mundial, tradicionalmente dividido em entidades geográficas menores - o Pacífico, o Atlântico, o Índico, o Ártico. Cada um deles engloba diversas porções menores, os mares, delimitados normalmente por ilhas ou por recortes do litoral.

Os oceanos desempenham papel crucial no equilíbrio natural da Terra, especialmente por atuarem como reguladores térmicos. As influências oceânicas diretas sobre as áreas continentais, de maneira geral, não chegam além dos 100 quilômetros da costa. Contudo, é justamente nas áreas distantes até cerca 60 quilômetros do litoral que se concentra perto de 75% da população mundial. Tudo o que ocorre nos oceanos, inclusive as diversas formas de poluição, interessa direta ou indiretamente à maioria da humanidade.

As grandes extensões de terras imersas, isto é, os fundos oceânicos, podem ser divididos em três zonas principais. A primeira é a plataforma continental, com largura variável e profundidades que, geralmente, não ultrapassam os 200 metros. Nessa zona oceânica, nas últimas décadas, foram descobertas e passaram a ser exploradas importantes jazidas de petróleo, como as do Mar do Norte e da Bacia de Campos, junto ao litoral do Rio de Janeiro.

A segunda zona forma as bacias oceânicas, separadas das plataformas pelos taludes continentais. As bacias, com profundidades médias de 3 mil metros, apresentam declives acentuados e vales profundos. São limitadas em sua base pelas regiões abissais. Essa terceira zona constitui a maior parte dos leitos oceânicos, exibindo profundidades médias de 5 a 7 mil metros mas podendo ter fossas marítimas, como a das Marianas (Oceano Pacífico), que ultrapassa 11 mil metros. As regiões abissais são atravessadas pelas dorsais oceânicas, verdadeiras cadeias de montanhas submersas. Os maiores picos das dorsais oceânicas emergem formando ilhas e arquipélagos, como acontece, por exemplo, no Caribe e na Oceania.

Os oceanos são locais de passagem, de contatos comerciais e culturais e também fontes de recursos bastante diversificados. A tradicional atividade pesqueira e a extração do petróleo têm se verificado de forma cada vez mais intensa. Em função da importância econômica dessas riquezas, a exploração dos espaços marítimos constitui, cada vez mais, objeto de competição internacional. De maneira geral, os Estados mais poderosos - justamente aqueles que detêm os meios mais eficazes para explorar os recursos marinhos - são favoráveis a um regime de ampla e total liberdade de exploração dessas riquezas. Por outro lado, os Estados menos desenvolvidos tentam tirar proveito de sua situação geográfica no sentido de estabelecer direitos sobre espaços marítimos mais amplos, nas proximidades de seu litoral. Em várias regiões do mundo ocorrem disputas de soberania sobre áreas oceânicas.

Gregos e turcos, há décadas, discutem a soberania sobre espaços marítimos do Mar Egeu, que abriga sob a plataforma continental importantes jazidas petrolíferas. Ilhas oceânicas também são focos de disputa: a China e outros quatro países do Sudeste Asiático disputam a posse de alguns arquipélagos do Mar da China Meridional. As Ilhas Curilas são, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, foco de controvérsias entre Rússia e Japão. O arquipélago das Malvinas (ou Falkland) foi o epicentro da guerra que envolveu a Grã Bretanha e a Argentina, em 1982.

Durante muito tempo o homem acreditou que os oceanos pudessem ser uma espécie de "lixeira" do planeta. As imensas massas líquidas dos oceanos seriam capazes de "digerir" a sujeira e o lixo lançados por cidades e indústrias. No último século, contudo, o desenvolvimento urbano-industrial e o acelerado crescimento demográfico geraram quantidades extraordinárias de dejetos orgânicos e inorgânicos. A continuidade do lançamento de dejetos nos oceanos poderá comprometê-los seriamente, como fonte de alimentos e área de lazer para as gerações futuras.

sexta-feira, julho 28, 2006

MAssas de Ar - BR

Informações Climáticas: "Massas de ar no Brasil

As massas de ar são porções individualizadas do ar atmosférico que trazem em suas características e propriedades, as condições gerais do tempo dos locais onde se formam. O deslocamento das massas são provocados pela diferença de pressão e temperatura entre as diversas áreas da superfície. Portanto, as massas de ar estão geralmente associadas a sistemas de baixa e alta pressão. As áreas de baixa pressão são receptoras de ventos e com grande instabilidade atmosférica caracterizada por grande nebulosidade e precipitação elevada. Já as áreas de alta pressão tendem a ter menores temperatura e são dispersoras de ventos, portanto tem em sua característica não ter nebulosidade e possuir estabilidade atmosférica."

quinta-feira, julho 27, 2006

Quintana: Pra que viver assim num outro plano?

Quintana: Pra que viver assim num outro plano?

Celebrando o centenário de Mario Quintana - no dia 30 -, o mais importante poeta do Rio Grande do Sul e um dos mais populares do país, o também poeta gaúcho Sidnei Schneider mergulha na obra do autor para analisar os meandros que fizeram dele um dos grandes da poética lírica e cotidiana, apesar de fugir das grandes questões do seu tempo

SIDNEI SCHNEIDER

A comemoração dos 100 anos de nascimento de Mario Quintana, além de colocar obra e poeta em evidência, é momento adequado para indagações e releituras. Coroado poeta mais importante do Rio Grande do Sul, contribuição do estado para a plêiade nacional, diante do qual devem se posicionar obrigatoriamente os novos autores e as novas gerações de leitores, sua poética merece respeito e exame, saudação e crítica, única maneira de homenageá-lo sem rapapés e ingenuidades, detestadas por ele.

No primeiro livro, A Rua dos Cataventos (1940), espécie de filme de cenas sucessivas compostas por sonetos, é possível identificar os dois vetores que o levariam a ser um poeta do cotidiano, das pequenas coisas da vida de onde pretendeu arrancar uma revelação e, função direta de toda poesia, uma maneira nova de sentir o mundo. Para tanto, recusou o isolamento da torre de marfim, o lugar em que deveria ficar o poeta segundo escolas literárias tão voltadas para o respectivo aspecto formal quanto despreocupadas da realidade, como o parnasianismo e, tirante o melhor de Cruz e Sousa, o simbolismo. Assim, a proposta anterior era clara:

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

(A um poeta – Olavo Bilac)

Cabe a Quintana o mérito de produzir uma antítese disso, no melhor dos seus sonetos:

Minha rua está cheia de pregões.
Parece que estou vendo com os ouvidos:
“Couves! Abacaxis! Cáquis! Melões!”
Eu vou sair pro Carnaval dos ruídos,

Mas vem, Anjo da Guarda... Por que pões
Horrorizado as mãos em teus ouvidos?
Anda: escutemos esses palavrões
Que trocam dois gavroches atrevidos!

Pra que viver assim num outro plano?
Entremos no bulício quotidiano...
O ritmo da rua nos convida.

Vem! Vamos cair na multidão!
Não é poesia socialista... Não,
Meu pobre Anjo... É... simplesmente... a Vida!...

(Soneto IV)

Acontece que essa mesma disposição de aproximar-se do real, aqui tão bem formulada, não era total nem irrestrita, o poeta permanecia, por opção, adstrito a determinados temas e abordagens, negando-se a abarcar a totalidade da vida: colocava fora do campo da sua sensibilidade poética, em assumido a priori declarado em verso e prosa, tudo o que fosse socio-político. Verdade que muitas coisas são sociais e políticas, e em sentido amplo e humano, tudo, mas quanto ao que ele se referia, por exceção alguma vez se contradisse, tematizando os humilhados sociais, entretanto tais poemas, de acordo com ele mesmo, estão longe de figurar entre os melhores. Independente da preocupação que o cidadão Mario Quintana pudesse ter com os grandes acontecimentos da sua época, ela parecia ser insuficiente para penetrar a sua poesia ou esbarrava nessa limitação auto-imposta. Diferentemente do que fizeram Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto, Ferreira Gullar e outros. Não só porque abordaram uma problemática que afetava nosso modo de viver e encarar o mundo – Segunda Guerra, bomba atômica, luta pela soberania, questões sociais brasileiras, período ditatorial – diretamente, mas porque as aflições e desejos dos brasileiros e da humanidade estavam subjacentes ao conjunto de sua obra de maneira diversa, não excludente. A possibilidade da hecatombe nuclear, como não podia deixar de ser, sensibilizou a Quintana, gerando vários poemas. Mas não se trata aqui, bem entendido, de exigir que o poeta só se refira a grandes temas ou episódios, menosprezando os outros – uma formiga trazendo o frêmito da vida à página em branco era um poema para Quintana, quanto um mosquito fazendo sombra de lira em outra, para Vinicius – pois ao público e ao leitor interessam muitos temas, abordagens e formas. Ao contrário, o que surpreende é a exclusão voluntária a que o poeta se submeteu, como se isso pudesse atrapalhar a sua poesia ou como se ele não estivesse preparado para abordar poeticamente assuntos tão complexos, superar o mundo provinciano em que estava metido.

Eu nada entendo da questão social.
Eu faço parte dela, simplesmente...
E sei apenas do meu próprio mal,
Que não é bem o mal de toda gente,

Nem é deste Planeta... Por sinal
Que o mundo se lhe mostra indiferente!
E o meu Anjo da Guarda, ele somente,
É quem lê os meus versos afinal...

E enquanto o mundo em torno se esbarronda,
Vivo regendo estranhas contradanças
No meu vago País de Trebizonda...

Entre os Loucos, os Mortos e as Crianças,
É lá que eu canto, numa eterna ronda,
Nossos comuns desejos e esperanças!

(Soneto V)

Deixemos de lado, porém, a leitura mais imediata desse que é o poema mais polêmico de Quintana para avaliar uma mais favorável, baseada na ironia – o poeta não estaria dizendo o que está escrito, estaria se auto-ironizando – leitura apoiada em versos como “Nem é deste Planeta... Por sinal” e “No meu vago País de Trebizonda...”. Estaria o poeta falando a sério? Não entenderia nada da “questão social” quem, dez anos antes, alistara-se como voluntário na Revolução de 30, através do 7º Batalhão de Caçadores de Porto Alegre, rumando com Getúlio Vargas para derrubar Washington Luís no Rio de Janeiro? Verdade que ele se decepcionou, não com a causa, como explica a sobrinha Elena Quintana, mas com sua própria atuação: “O grupo do qual o tio fazia parte ficou encarregado de policiar o mangue. Não foi muito agradável. O tio, como escrevia bem, ainda foi designado a fazer os diários da tropa. Ele contava que os fazia com liberdade, com um texto bem floreado. Mesmo assim, decepcionou-se com o trabalho pesado e com, digamos, a falta de glamour da função”. Além disso, jovem desregrado e assim a vida inteira, ele não teria se deixado “contaminar” pela disciplina militar. Permaneceu seis meses no Rio de Janeiro e voltou para Porto Alegre. O fato é que depois dessa experiência a política se apagaria do seu horizonte, chegando ele a declarar mais tarde que se alistou porque “estava curioso de conhecer o Rio”, afirmação que não pode ser lida longe do seu espírito galhofeiro. Admitamos, então, uma referência auto-irônica nesse soneto, um grau de consciência, por assim dizer, de si mesmo. Mas por que continuamos com a forte impressão de que nesse poema o poeta deslindava da sua poética aspectos importantes da realidade? Talvez ajude na resposta uma anedota de consultório onde o paciente diz ao analista, “Doutor, cheguei à conclusão de que sou péssimo marido, mau amante e um pai medíocre”. O analista, ao invés de perguntar o habitual, “Por que o senhor diz isso?”, ou “Por que o senhor se deprecia dessa maneira?”, ou “O senhor conhece alguém assim na sua família?”, opta por outra alternativa: “O fato de o senhor me dizer que é péssimo marido, mau amante e um pai medíocre, não diminui em nada a possibilidade de o senhor ser um péssimo marido, mau amante e um pai medíocre”. Ou seja, às vezes quando alguém se autocritica o faz com a certeza íntima de que não é nada disso do que está dizendo, pois a verdade está encoberta e é melhor que a aparência. Em relação a Quintana, o dado é que ele exercitou durante a vida muito do que aqui, na primeira publicação, expunha entre afirmativo e auto-irônico, por isso a citada impressão forte que o poema causa permanece.

Objetivando uma análise justa, podemos dizer que as esperanças, pelo menos, estão ali, todavia de modo insuficiente para negar totalmente o que está dito antes. Quem quer ver o contrário, troca o rigor da análise pela simpatia ao bom velhinho, mas não ajuda a resolver essa questão que ele nos deixou.

Um poeta tem o direito de escrever sobre o que ele quiser, embora as suas opções, evidentemente, cobrem um preço. O nome de Mario Quintana, o mais importante poeta gaúcho e seguramente um dos mais destacados da cena nacional, demanda hoje uma série de perguntas, algumas suscitadas no diálogo entre poetas ou acadêmicos, quase sempre de modo restrito, como se ninguém quisesse incomodar a justa admiração que o público lhe devota. Porque tem o tamanho que tem, merece e resiste a toda a reflexão, seu lugar está garantido, o que importa é que outros modos de sentir sejam gerados, consoantes com a demanda da realidade em movimento, junto aos poetas capazes de exprimi-los. Para ombrear com ele, será preciso ir além dele, o mundo não pára.

Formuladas de maneira investigativa, algumas perguntas se impõem. As opções poéticas que tomou ao longo da vida ampliaram ou limitaram a profundidade da obra? Ao preferir-se à margem das questões sócio-políticas, trocadas pelo embate direto com as pequenas e palpáveis coisas da vida, que reflexos isso trouxe à obra, se mesmo do pequeno, o que é plenamente viável, evitava tirar o todo? Essas opções estão ligadas a um certo tom passadista e negativo ante ao progresso, sempre visto como um incômodo, em alguns de seus poemas? É possível concordar com a formulação do crítico gaúcho Luís Augusto Fischer, segundo a qual Quintana, apesar de poeta nacionalmente importante, não atingiu a esfera dos maiores, ao lado de gente como Carlos Drummond de Andrade e outros, por recusar-se às grandes questões de sua época? Esse último, aliás, produziu uma pertinente indagação poética, bem-vinda ao caso e merecedora de reflexão: “Como fugir ao mínimo objeto, ou recusar-se ao grande?”

Quintana, contudo, resolveu muitas demandas para nós, as mesmas que levaram outros a bater cabeça no muro, recebendo por isso o carinho do público. A assunção do cotidiano, da rua, das pessoas que nela transitam como matéria da poesia é uma dessas conquistas. A fluência verbal nos poemas, na poesia em prosa, e inclusive nas formas fixas como a do soneto, é outra: já não se escreve enrolado, de trás pra frente, cuspindo versos.

O MAPA

Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...

(É nem que fosse o meu corpo!)

Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...

Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez do meu repouso...
(Apontamentos de História Sobrenatural, 1976)

Tradutor de 168 livros – de autores fundamentais como Proust, Conrad, Voltaire, Virginia Woolf, Maupassant, Lin Yutang, Balzac, Papini, etc – ele não brandia sua erudição, preferia citar nos seus textos os populares Anjo da Guarda, Menino Jesus, Frankestein, Simbad, Jack o Estripador, Lili, Tia Élida, Major Pitalunga e outros. E ao eleger os tipos humanos reais, merecedores de sua atenção, agia de igual modo. Mesmo sendo um poeta lírico, apegado a temas como a passagem do tempo e o ser diante da morte, retratava a experiência das pessoas comuns, sem atrativos especiais maiores do que a faina diária pela sobrevivência e a sabedoria nela adquirida. Se deixou para outros ou para os pósteros o equacionamento de algumas questões relativas à poesia e à arte, como procuramos demonstrar, isso não quer dizer que não se colocasse ao lado do povo.

AS PARTEZINHAS

Num remoto verão, ouvi uma cozinheira consultando o farmacêutico da esquina, a propósito de sua filhinha de meses:

– Ah, seu Lotário, nem queira saber. A toda hora eu ponho talco nas partezinhas dela... Não adianta! O senhor não poderia me arranjar alguma outra coisa?

Mas que diplomacia de linguagem – refleti, – que respeito aos ouvintes e, principalmente, à criaturinha em questão!

E que haveriam de pensar daquela grossa comadre certas mulheres finas de hoje? As quais, por um esnobismo às avessas, tentam falar como elas pensam que fala o povo. Ora, o povo é mais refinado...
(A Vaca e o Hipogrifo, 1977)

A recusa humorada ao excessivo e ingênuo apego à forma – na verdade, à deformação da arte – é mais uma contribuição sua, fosse o matiz parnasiano ou concretista, como se pode ler nos livros Espelho Mágico (1951) e Do Caderno H (1973), respectivamente:

DO CUIDADO DA FORMA

Teu verso, barro vil,
No teu casto retiro, amolga, enrija, pule...
Vê depois como brilha, entre os mais, o imbecil,
Arredondado e liso como um bule!

TRECHO DE ENTREVISTA

Mas por que falar em poesia concretista? Diga-se concretismo, apenas, e estará ressalvada a poesia.

E certa narrativa contemporânea de apelo comercial precisaria conhecer o chiste abaixo, também de Do Caderno H:

REFINAMENTOS

Escrever o palavrão pelo palavrão é a modalidade atual da antiga arte pela arte.

Mais do que tudo, ele nos legou o seu humor poético – um dado importante que não pode ser reduzido ao simples poema-piada, embora ele também o exercitasse, particularmente nos aforismos – uma maneira muito sua de se relacionar com os outros e com o real, às vezes escondida como fina ironia dentro dos melhores poemas. Caso raro, raríssimo, o de um lírico bem-humorado! Sendo o humor um modo muito saudável de encarar o mundo, eficiente na criação imediata da perspectiva realista, e causador de uma grande economia psíquica, como observou Freud, por definição libertadora. Quintana era um trocista de primeira, dentro e fora da poesia. Durante os últimos anos da ditadura, um Ministro de Estado se aproximou dele em uma sessão de autógrafos, na Feira do Livro de Porto Alegre, e tentou ser gentil: “Gosto muito dos seus versinhos”. Quintana, abrindo sua típica expressão de incredulidade, revidou no mesmo instante: “Obrigado por sua opiniãozinha”. No livro A Vaca e o Hipogrifo, reparem só, até da morte ele consegue fazer graça: “é quando a gente pode, afinal/ estar deitado de sapatos...”

O contato direto do poeta com o público, através da seção Do Caderno H – iniciada em 1943 na Revista Província de São Pedro, da épica Livraria do Globo, tornada diária no Correio do Povo de 1953 até 1967, transferida para o Caderno de Sábado até 1980 e Letras & Livros do mesmo jornal até 1984, com reprodução no Jornal da Tarde de São Paulo – com certeza contribuiu para o entrelaçamento entre autor e público, ampliando o seu modo simples e elevado de tratar a complexidade da vida e criando um público leitor de poesia no Rio Grande do Sul, algo nada desprezível. Tanto que – apesar de hoje se dizer que Quintana é localmente mais conhecido do que sua poesia – a idéia que os gaúchos têm do que seja ou não poesia remete sempre ao que ele realizou, o que se pode comprovar em conversas, nos resultados dos concursos literários e em muitos dos poemas que circulam nos ônibus de Porto Alegre. De resto, acontece o mesmo em outros estados onde houve um poeta dominante, como é o caso de Paulo Leminski no Paraná.

Quanto à elevação e simplicidade, quem não se deixaria atingir por algo tão singelo, verdadeiro e pra cima como isto?

Os casais que fazem amor estão dando corda no relógio da vida.

Agorinha apareceu nova teoria no pedaço, e eu não abordaria o tema se não fosse ele colocado em pauta por um destacado pensador do nosso sistema literário em pública palestra. Mario Quintana homossexual? Bobagem. Morreu sozinho mas teve lá suas namoradas, e a mencionada Eloí Callage, então estagiária do Correio do Povo, é só uma delas. Eu mesmo vi, nas mãos de uma senhora hoje avó, uma quantidade de poemas manuscritos e, entre eles, um bilhete erótico sobre o qual estava colada uma foto de revista, mais arrancada do que recortada, na qual uma bela moça nua apertava entre as nádegas um lírio vermelho. Mais cedo ou mais tarde isso aparece, fiquem tranqüilos, não vou ser eu quem vai entregar o jogo. Sem falar na conhecida paixão do poeta por Cecília Meirelles, mulher casada, nunca correspondida.

A OFERENDA

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos...
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio.

(Esconderijos do Tempo, 1980)

ESTUFA

Que imaginação depravada têm as orquídeas! A sua contemplação escandaliza e fascina. Vivem procurando e criando inéditos coloridos, e estranhas formas, combinações incríveis, como quem procura uma volúpia nova, um sexo novo...
(Sapato Florido, 1948)

Quintana escreveu algo que nos remete hoje, em homenagem aos seus 100 anos, a ele mesmo e a um sentido da vida: Quando morremos acontece com as nossas esperanças o mesmo que com esse brinquedo de estátuas, em que todos se imobilizam de súbito, cada qual na posição do momento. Mas as esperanças têm menos paciência. E vão imediatamente continuar, no coração dos outros, o seu velho sonho interrompido.

E lá vamos nós.

Bibliografia:

CLEMENTE, Elvo; MOREIRA, Alice Terezinha Campos e CAMINHA, Heda Maciel. A ironia em Mario Quintana. Porto Alegre: Acadêmica, 1983.

FEIX, Daniel. Mario Quintana, luz sobre o poeta. Revista Aplauso, Porto Alegre, n. 72, pp. 26-33, Jan. 2006.

FIGUEIREDO, Maria Virgínia Poli de. O uni-verso de Quintana. Caxias do Sul: UCS/EST, 1976.

FISCHER, Luís Augusto. Literatura gaúcha. Porto Alegre: Leitura XXI, 2004.

Um passado pela frente, poesia gaúcha ontem e hoje. Porto Alegre: UFRGS, 1998.

FORBES, Jorge. O analista do futuro. Revista Memória da Psicanálise, São Paulo, n. 4, pp. 6-13, 2005.

QUINTANA, Mario. Quintanares (A rua dos cataventos, Canções, Sapato Florido, O aprendiz de feiticeiro e Espelho mágico). Porto Alegre: Globo/MPM, 1976.

Do caderno H. Porto Alegre: Globo, 1973.

Prosa e Verso. Porto Alegre: Globo, 1978.

Apontamentos de história sobrenatural. Porto Alegre: Globo, 1984 .

Literatura comentada. (Seleção, notas e estudos de Regina Zilberman). São Paulo: Abril, 1982.

Instituto Estadual do Livro. Mario Quintana. Autores Gaúchos, Porto Alegre: IEL/ULBRA/AGE, 1996.

MARTINS, Cyro. Escritores gaúchos. Porto Alegre: Movimento, 1981.

SCHMIDT, Simone P. e BARBOSA, Marcia H.S. (Org.) Mario Quintana. Cadernos Porto & Vírgula, v. 14. Porto Alegre: SMC/Prefeitura Municipal, 1997.

SCHNEIDER, Sidnei. Mario Quintana, simplicidade e humor. Hora do Povo, São Paulo, 14 mai. 1994. Segundo Caderno, p.7.

A curiosa regra do sofrimento do artista. Hora do Povo, São Paulo, 20 fev. 1997. Segundo Caderno, p. 8.

Bilac e o parnasianismo. Poiésis, Porto Alegre: Ed. Autor, 2000. p.9.

SCHÜLER, Donaldo. A poesia no Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1987.

Site: Mario Quintana: www.releituras.com/mquintana_bio.asp

terça-feira, julho 25, 2006

"OMS confirma mais de 2.000 mortes por cólera em Angola - Estadao.com.br :: Saúde



cólera

Luanda - Mais de 2.000 pessoas já morreram por causa de um surto de cólera que há cinco meses afeta Angola, informou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS). De acordo com a agência de saúde da Organização das Nações Unidas (ONU), 2.089 pessoas perderam a vida por causa da doença no país até domingo.

O surto de cólera começou em Luanda, a capital angolana, e espalhou-se por 15 das 18 províncias do país ao longo dos últimos cinco meses. De acordo com autoridades sanitárias locais, mais de 50.000 casos foram diagnosticados no período.

O cólera é transmitido por meio de água contaminada e está relacionado a condições precárias de higiene, à superpopulação e à falta de sistemas adequados de saneamento. A doença pode ser tratada com relativa facilidade, mas provoca muitas mortes em países em desenvolvimento. A infra-estrutura pública de Angola, especialmente seu sistema de saúde, foi amplamente deteriorada durante duas décadas de uma guerra civil encerrada em 2002.
AE/AP"

Brasil perde com fracasso da Rodada de Doha, diz 'FT'

BBCBrasil.com | Reporter BBC | Brasil perde com fracasso da Rodada de Doha, diz 'FT'

sexta-feira, julho 21, 2006

Geografia 3º Ano Professor Jéferson Pitol Righetto: Mapas BR

Massas de Ar BR

Sete pontos culminantes brasileiros e as novas altitudes


O IBGE concluiu, em junho deste ano, novas medições de sete pontos culminantes (mais altos) brasileiros, em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME). O trabalho teve como principal objetivo rever as altitudes dos pontos mais elevados do País, utilizando recursos mais modernos e novas tecnologias, como o GPS (Sistema de Posicionamento Global) - sistema de navegação e posicionamento por satélite. A missão do IBGE nesta campanha, da qual participaram um técnico especializado em Geodésia e dois engenheiros-cartógrafos, além dos militares responsáveis pela logística, foi retratar com precisão o território brasileiro.

Localizam-se no estado do Amazonas o primeiro e o segundo maiores pontos culminantes: Pico da Neblina e Pico 31 de Março. Na terceira colocação, está o Pico da Bandeira, situado no Espírito Santo. Em Minas Gerais, localiza-se o quarto maior ponto culminante, o Pico da Pedra da Mina. O pico das Agulhas Negras está situado no Rio de Janeiro e ocupa a quinta posição. O sexto maior ponto, o Pico do Cristal, encontra-se no estado de Minas Gerais. Na sétima colocação, está o Monte Roraima, que se situa no estado de Roraima.

Após as novas medições, a suspeita, que já existia, pôde agora ser confirmada pelo IBGE: o Pico da Pedra da Mina, localizado no município de Passa-Quatro, Minas Gerais, é mais elevado do que o Pico das Agulhas Negras, pertencente a Itatiaia, no Rio de Janeiro. Antes de 2004, a última medição dos pontos culminantes havia sido feita na década de sessenta pelo Ministério das Relações Exteriores, através da Primeira Comissão Demarcadora de Limites. Naquela época, utilizou-se o barômetro, instrumento criado no século XVII para indicar a pressão atmosférica, a altitude e prováveis mudanças do tempo.

Nome Localidade Estado Altitudes Novas(m)**
1º. Pico da Neblina Serra Imeri AM 2.993,78
2º. Pico 31 de Março Serra Imeri AM 2.972,66
3º. Pico da Bandeira Serra do Caparaó ES 2.891,98
4º. Pico da Pedra da Mina Serra da Mantiqueira MG 2.798.39
5º. Pico das Agulhas Negras Serra do Itatiaia RJ 2.791,55
6º. Pico do Cristal Serra do Caparaó MG 2.769,76
7º. Monte Roraima Serra do Pacaraima RR 2.734,06